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sexta-feira, 4 de junho de 2010

PARAUAPEBAS PRECISA DESPRENDER-SE DO MINERIO


O município de Parauapebas, um dos grandes produtores de minério de ferro do mundo, goza das benesses dos royalties e dos altos tributos pagos pela exploração da mina de Carajás, a maior mina a céu aberto do mundo, com uma estimativa de produção que poderá chegar a 400 anos.


Baseada na dependência total das atividades ligadas a mineração o município ainda não despertou para a importância de se ter outras atividades econômicas e não depender do humor do mercado em épocas de crise, como a de 2008. Sem planejamento a cidade cresceu e precisa urgentemente aproveitar os recursos advindos da mineração para crescer em outras atividades, e opções não faltam, pois possui terras agricultáveis e de boa qualidade, além de um mercado consumidor que cresce a cada dia. Na área de serviços é necessário que os governantes olhem com carinho, pois a demanda por espaço cada dia fica mais difícil e caro, o que poderá fazer com que empresas comecem a procurar outras alternativas mais baratas nos municípios vizinhos. Na área da educação é preciso que se busque universidades de boa qualidade e gratuitas, o município também poderia se tornar num curto espaço de tempo referência na área da saúde.

Enquanto Parauapebas vive do minério, outros municípios do estado sobrevivem de atividades ligadas à economia sustentável, como as atividades agrícolas. O Pará é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os primeiros na produção de coco. São Félix do Xingu, no Sul do Pará, é o município com maior produção de banana do país. A pecuária é mais presente no sul e sudeste do estado, que possui um rebanho calculado em mais de 19 milhões de cabeças, o quinto maior rebanho bovino e bubalino do Brasil.

O município de Tucumã, tem se destacado como um dos maiores produtores de cacau da região norte, ajudando a manter o Pará como o segundo maior produtor do Brasil, possui também uma grande produção de leite. Pau D’arco vem fortalecendo sua economia com a produção de mel, enquanto Floresta do Araguaia é hoje o maior produtor de abacaxi do estado do Pará e o segundo maior produtor do fruto no Brasil.

A estruturação de três grandes centros regionais, localizados em pólos das regiões metropolitanas de Belém, Marabá e Santarém, receberão melhorias em seus setores, criação de parques tecnológicos, distritos industriais organizados, comunicação e logística de produção, além de universidades.

Enquanto isso Parauapebas vai perdendo a chance de fortalecer a sua economia, sem protestar ou mesmo reivindicar seus direitos de fornecedor direto do produto e responsável pelo maior PIB do Estado.

Muitos dos 143 municípios do estado do Pará possuem um potencial econômico diversificado que tem ajudado a manter o desenvolvimento sustentável da região, e as formas são variadas, desde o turismo, prestação de serviço, comércio, artesanato, ecológico e cultural. Parauapebas além de tudo isso ainda possui esse enorme cacife mineral, é preciso planejar desde já para possibilitar uma mudança.
Texto: Rosangela Sampaio

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