Pesquisar este blog

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Simão Jatene se reúne com prefeitos da região de Carajás em Marabá

Em mais um encontro “Pará do Futuro”, o governador Simão Jatene, o vice-governador Helenilson Pontes e secretários de Estado se reuniram nesta segunda-feira (12) com sete prefeitos da região de integração de Carajás, dos municípios de Brejo Grande do Araguaia, Bom Jesus do Tocantins, Palestina do Pará, Marabá, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia.
O diálogo com os prefeitos ocorreu no salão da igreja Assembleia de Deus, na Nova Marabá. A reunião fez parte do pacto “Trabalhando juntos pelo desenvolvimento do Pará”, que prevê o diálogo com todos os prefeitos eleitos e reeleitos das regiões de integração do Estado. Os encontros, que começaram em novembro de 2012, já contemplaram os municípios que integram as regiões Guamá, Tocantins, Caeté, Rio Capim e Marajó. Nas reuniões anteriores, foram anunciados investimentos, parcerias e estratégias para a solução de problemas que atingem os municípios.
O governador falou da importância de reunião, que discute com os prefeitos da região o desenvolvimento por meio de obras, serviços e parcerias. Jatene também anunciou que o governo espera uma operação de crédito pra anunciar o asfaltamento da rodovia PA-477, que atende os municípios de São Geraldo do Araguaia, Piçarra e Xinguara. Ele também falou sobre os investimentos que estão sendo feitos na região, como a construção de doze escolas e R$ 600 milhões aplicados em rodovias. Só em Marabá, mais de R$ 200 milhões vão para obras de tratamento de água e esgotamento sanitário.
O prefeito de Marabá, João Salame, agradeceu ao governo pela iluminação do trecho urbano da rodovia Transamazônica, a ampliação da unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional e a implantação do curso de medicina no município. O gestor falou das dificuldades para administrar o município e pediu apoio em obras que estão sendo executadas pela prefeitura nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. Salame também solicitou apoio para a conclusão do estádio municipal e nas obras de drenagem e pavimentação asfáltica no município.
Os outros seis gestores municipais também pediram apoio em obras como a feira do produtor, o programa Asfalto na Cidade, patrulhas mecanizadas e saúde. O governador se mostrou confiante em poder contar com a parceria das prefeituras para as obras e pediu empenho aos secretários para atender às solicitações. Simão Jatene também reforçou a transformação do hospital municipal de Parauapebas em hospital regional, que vai ajudar a região em casos de alta e média complexidade.
O prefeito de São Domingos do Araguaia, Pedro Paraná, falou da importância da reunião e disse que é muito importante o governador se reunir com os prefeitos. “É importante o governador se reunir e ver nossas necessidades. Essa reunião deveria ocorrer todos os anos”, disse.
Participaram da reunião os prefeitos João Salame (Marabá), Marcos Baxim (Brejo Grande do Araguaia), Adeuvaldo Souza (Palestina do Araguaia), Pedro Paraná (São Domingos do Araguaia), Jorge Alencar (São Geraldo do Araguaia) e João Neto (São João do Araguaia). O secretario de finanças de Bom Jesus do Tocantins, João Rocha, representou o município.
Fonte: Agencia Pará de Noticias

Confirmado, Terremoto de 4.9 atingiu Redenção e região

O OBSIS – Observatório Sismológico da UNB – Universidade Nacional de Brasília confirmou no início da tarde desta segunda-feira (12), o abalo Sísmico ocorrido na manhã de domingo (11), por volta de meio dia em Redenção e região. Informações preliminares apontam para um evento de causas naturais que atingiu a magnitude de 4,9, considerado importante pela UNB, outros estudos ainda serão feitos para apontar as causas do terremoto.
A confirmação vai de encontro ao que foi informado pela UFPA, em Belém, que garantiu que não havia registro de abalos sísmicos na região. A falta de informação e a demora, dificultou o trabalho da imprensa que desde a hora do terremoto vem acompanhando os fatos para manter a população informada. Nenhum órgão oficial se pronunciou a respeito, o que aumentou a margem para especulações e boatos.
O terremoto deixou claro que o monitoramento ainda é precário, o sismógrafo mais próximo é o da Hidrelétrica de Tucuruí que envia os dados para análise em Brasília.
É preciso que o Governo Estadual e ou Municipal acompanhem os estudos para que sejam esclarecidas as causas. O fato é que a população de Redenção e região foi pega de surpresa por um terremoto dessa magnitude. (http://www.155news.com.br)
Moradores de Redenção, no sul do Pará, ainda estão assustados com o tremor de terra que segundo moradores atingiu algumas cidades circunvizinhas

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Terminal rodoviário de Marabá, sudeste do Pará, é alvo de fiscalização

As condições de segurança de veículos e passageiros no Pará foram alvo de um fiscalização conjunta da Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) e da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado (Arcon) no sudeste do estado. A vistoria foi realizada no terminal rodoviário de Marabá.
Em um dos ônibus que faz a linha para a zona rural do município, o extintor de incêndio estava danificado e com a data de validade vencida. Os bancos dos passageiros não tinham cinto de segurança. e o banheiro não apresentava condições de uso. "[O veículo] vai ser recolhido e vai ser notificado, tanto pelo Procon quanto pela Arcon e também pelo Departamento de Trânsito", afirmou o agente do Detran Emmet Alexandre.
O documento do veículo também estava vencido. Segundo o motorista, as condições dos ônibus que fazem viagens para o interior são bastante precárias. "Eu olho para a zona rural e geralmente todos os carros de lá [da zona rural] nenhum está rodando legal", afirma o motorista Luiz Gonzaga.
O objetivo da operação foi avaliar as condições físicas do veículo, e também se dispõe de estrutura suficiente para dar segurança aos passageiros. "Essa fiscalização é uma continuação de uma fiscalização que começou há cerca de 20 dias. A gente veio, fiscalizou todos os ônibus intermunicipais, fez advertência e agora estamos retornando para ver se as questões foram adequadas ao código de defesa do consumidor", explica o fiscal do Procon Jader dos Santos.
Fiscais da Arcon, órgão responsável pela fiscalização de transportes intermunicipais, também participaram da operação. "Se tiver um carro operando em desconformidade com as resoluções que regulam o transporte, esse veículo deverá ser apreendido", garante o agente João Silva.
Além da falta de estrutura adequada, motoristas de van denunciaram que transportam muitas crianças sem documentação, e que não existe controle nos terminais rodoviários. A aposentada Elza da Conceição viajava com a neta. Segundo ela, nunca pediram documentos na hora do embarque. "Agora que estão pedindo. Eu venho de Parauapebas, sempre viajo e nunca pediram [documentação]", conta.
O coordenador do terminal rodoviário confirma que não há fiscalização no embarque de crianças, e que esse serviço deveria ser feito por conselheiros tutelares. "Com certeza tem que ter uma fiscalização mais severa, porque esse trânsito de crianças saindo de uma cidade pra outra, aqui e acolá... As vezes tem sumiço de criança. Então tem que ter uma fiscalização, e a gente vai correr atrás com o Conselhor Tutelar para estar sempre acompanhando", afirmou o coordenador do terminal rodoviário Alberto Magno.
O Conselho Tutelar de Marabá informou que o número de conselheiros é insuficiente para fazer as fiscalizações diárias no terminal rodoviário. Nesses casos eles só agem quando há alguma denúncia de irregularidade.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cultivo do cacau está em expansão no sudeste do Pará

Situada no sudeste do Pará, Tucumã, segundo dados do IBGE, tem aproximadamente 35.000 habitantes. A cidade que nas décadas de 80 e 90 teve como principal produção industrial a madeira, hoje sabe que da terra podem vir outras riquezas e o cacau é uma delas.
No ano passado o município de Tucumã escoou 3.700 toneladas de cacau. Esse ano a previsão é de que 4.100 toneladas sejam exportadas para outros estados. Presente na agricultura familiar da cidade, o cacau ajuda na renda de várias famílias.
Os 1.040 pés de cacau plantados na terra do seu Josimar dos Santos garantem trabalho a ele, a mulher e aos filhos. O dinheiro ganho com a atividade serve para o sustento da casa. Depois que começou a atividade ele conta que não foi mais preciso fazer “bicos” para sobreviver.
Outro produtor que viu no cacau uma fonte de renda promissora foi Augusto Levinsky, que chegou  na década de 90, veio do Sul do país atraído pelas terras férteis e baratas do Pará. Começou plantando um alqueire, comprou mais terra e hoje têm 30 mil pés plantados.
OFF: O cacau de Tucumã tem alto teor de manteiga e baixa acidez, peculiaridades que ajudaram na conquista de mercados exigentes. É na cooperativa da cidade que é feito o controle de qualidade do produto.
O Pará é o segundo maior produtor de cacau do país, só perde para a Bahia.
Fonte: G1

Emater faz diagnóstico sobre a situação rural em Canaã dos Carajás

Um diagnóstico rural participativo elaborado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Prefeitura de Canaã dos Carajás e o sindicato dos trabalhadores rurais local ajuda a identificar as principais dificuldades da produção agrícola no município, que fica no sudeste do Estado. O trabalho também ajuda a encontrar soluções para aprimorar a produção.
O diagnóstico, construído durante três meses, foi feito a partir de visitas nas propriedades rurais, principalmente por conta da redução de produção nas lavouras. Segundo dados da Emater, a implantação de grandes projetos de mineração causaram impactos, sociais, ambientais e produtivos no município.
A expectativa inicial é que de 40% a 50% das áreas de produção agrícola já não existam mais, uma vez que as terras foram negociadas com a mineradora pelos agricultores. A ação gerou problemas com a vegetação nativa e, consequentemente, desmatamento, além de prejuízos ao solo, o que diminuiu a produtividade nas lavouras.
Os levantamentos feitos junto aos agricultores dão conta de que a maior dificuldade enfrentada hoje no campo é a instabilidade das famílias, por conta dos projetos de mineração. Algumas famílias já têm pelo menos 50 anos nas propriedades. Entre as propostas da Emater está um seminário com órgãos governamentais e demais parceiros, para apresentar propostas que ajudem a mudar a situação rural do município.
“Aqui já fomos o maior produtor paraense de feijão carioquinha, por exemplo. Hoje temos de comprar o grão, porque a produção não existe mais”, disse o técnico da Emater Raimundo Conceição. Para o sindicato de trabalhadores rurais, é grande a expectativa de desenvolver atividades que mudem a realidade das famílias, muitas com dificuldades para obter o sustento depois que venderam as terras.
Fonte: Agencia Pará de Noticias

Carajás vai tirar liderança de Minas Gerais

Minas Gerais perderá para Carajás, no Pará, dentro de quatro anos, o posto de maior fornecedor do minério de ferro que mantém a Vale na liderança do ranking mundial de produtores da matéria-prima. A companhia iniciou ontem as obras de terraplenagem e fundações da usina de tratamento de minério desenhada para atender ao megaprojeto S11D, que vai produzir 90 milhões de toneladas por ano na Serra Sul de Carajás. Com outras duas expansões na região – os projetos Adicional 40 e Serra Leste –, o Pará vai sair dos atuais 35% de participação no volume total extraído pela empresa, de 320 milhões de toneladas em 2012, para mais da metade da produção em 2017, informou o diretor de Projetos Ferrosos Norte da Vale, Jamil Sebe.
As reservas de Minas Gerais respondem por cerca de 65% da produção da Vale, percentual que deve recuar a menos de 50% nos próximos anos, derrubando a hegemonia do estado no mapa geográfico da multinacional brasileira. O estado foi o berço da mineradora, criada em 1942 em Itabira, um dos símbolos da tradição de 300 anos da exploração de bens minerais em Minas, capitaneada pelo minério de ferro. Jamil Sebe disse que o avanço de Carajás segue regras básicas de mercado, que conjugam reservas de boa qualidade, volumes expressivos e custo competitivo de produção, fatores para servir de alerta a Minas, como estado minerador, dono de aproximadamente um terço da produção mineral do país.
Diferentemente da fronteira aberta na Amazônia em meados dos anos 1980, o foco da Vale em terras mineiras está em investimentos para manutenção de lavras e no aproveitamento de minério pobre do tipo de itabiritos de baixo teor de ferro. Entre os projetos para expansão da produção, a mineradora tem enfrentado a resistência dos ambientalistas para licenciar o projeto Apolo, na Serra do Gandarela, nos municípios de Caeté e Santa Bárbara, e novas seções de mina em Mariana.
“Para crescer e dar o salto de produção que a companhia espera, não há outra oportunidade como a de Carajás. Só aqui temos minério na qualidade e quantidade para isso”, afirmou Jamil Sebe. A produção de Carajás deverá crescer de 110 milhões para 250 milhões de toneladas anuais, ultrapassando a contribuição das jazidas de Minas, ao redor de 200 milhões de toneladas anuais. O estado tem ainda como desvantagem um processo de mineração adiantado que necessita de aportes em tecnologia, tornando mais caro o processo de produção.
Classificada como reserva de classe mundial, o corpo mineral que consiste no projeto S11 contém 10 bilhões de toneladas em reservas de hematita provadas e recursos que demandam mais estudos com teor de 66,5% de ferro. Em Minas, os teores vão de 40% a 55% de itabiritos. A seção da mina que vai entrar em produção é o chamado corpo D, espalhado sobre nove quilômetros de extensão, um colchão de 4,2 bilhões de toneladas, a profundidade de até 250 metros, permitindo vida útil de 40 anos à jazida.
Concorrente de peso
Trata-se, segundo o diretor de projetos da Vale, do maior empreendimento no segmento de ferro em implantação no mundo, orçado em US$ 19,7 bilhões (tendo como base o câmbio de RS 2 por dólar) e da maior mina do planeta em capacidade inicial de produção. A reserva está localizada na borda da Floresta Nacional de Carajás, na porção Sul da província mineral, em Canaã dos Carajás. A construtora mineira Andrade Gutierrez deu início, ontem, às obras de terraplenagem do platô onde a usina de tratamento de minério será instalada, com duração prevista de um ano e meio. Outras duas empresas mineiras, Usiminas e Usiminas Mecânica, trabalham na área de montagem eletromecânica.
Fonte: Marta Vieira 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Trabalhadores voltam a interditar acesso às minas de Carajás, no Pará

Empregados do consórcio de construção civil "Camter Paranasa" interditaram, na manhã desta quinta-feira (25), a portaria de acesso ao núcleo urbano e às minas de Carajás, em Parauapebas, sudeste do estado. Os manifestantes reivindicam melhorias nos salários e nas condições de trabalho.
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada do Estado (Sintrapav) disse que não foi comunicado oficialmente sobre os protestos.
O consórcio "Camter Paranasa" também foi procurado para comentar o caso, mas ninguém foi encontrado.
Fonte: G1

Federal do Sudeste do Pará ofertará 658 vagas

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), vai oferecer 658 vagas em 16 cursos em Marabá já neste segundo semestre de 2013. As unidades que já nascem com vagas abertas são resultado de desmembramentos de universidades existentes, como o feito na Universidade Federal do Pará (UFPA) que deu origem à Unifesspa.
A boa notícia vem do Ministério da Educação, que informou ainda que os novos cursos serão implementados de forma gradativa a partir de 2014, junto com a contratação de docentes e técnicos.
Quando for plenamente instalada, a Unifesspa deverá atender 12.830 estudantes nos 47 cursos de graduação e nos cursos de pós-graduação
Neste segundo semestre, três das quatro universidades federais criadas este ano vão oferecer 1.843 vagas. Elas ainda não informaram se irão adotar o Sisu e o Enem.
A Universidade Federal do Cariri (UFCA), que surgiu a partir da Universidade Federal do Ceará, vai oferecer mais de 600 vagas neste segundo semestre: 490 oportunidades em 11 cursos em Juazeiro do Norte, 80 vagas em medicina em Barbalha e 50 em agronomia em Crato. A expectativa é que 16 novos cursos sejam criados gradativamente nos próximos semestres, totalizando 6.490 oportunidades.
A Universidade Federal do Oeste da Bahia foi criada a partir da Universidade Federal da Bahia e vai oferecer 565 vagas neste semestre no campus de Barreiras. O objetivo é que nos próximos anos, a universidade tenha 35 cursos de graduação com até 7.930 estudantes nos cursos de graduação e pós-graduação.
A quarta universidade criada pelo MEC não oferecerá vagas já no segundo semestre de 2013, mas, quando estiver instalada, a Universidade Federal do Sul da Bahia, vai oferecer 36 novos cursos e deverá atender 11.110 estudantes.
Fonte: Diário do Pará

POLÍCIA PRENDE PARTE DA QUADRILHA DO LATROCÍNIO DO EMPRESÁRIO ALTAMIRO SOARES

Está presa parte da quadrilha responsável pelo latrocínio do empresário Altamiro Soares.
Logo após o assassinato do empresário Altamiro Borba Soares, ocorrido na última segunda-feira em Parauapebas, as Polícias Civil e Militar não mediram esforços para tentar elucidar o bárbaro crime.
Na madrugada desta quarta-feira,  sob o comando do Tenente  Coronel Mauro Sergio, o sub-tenente Pamplona, os sargentos Edilson, A Pereira e A. Silva e o delegado Thiago Carneiro conseguiram prender Elton Paulo dos Santos , 21 anos e Rude de Sousa Reis, de 32 anos. Ambos envolvidos do assassinato do empresário.
Após investigações a PM chegou até a residência de Elton às 4 horas desta quarta-feira. Ele, ao ver que a polícia estava em sua porta empreendeu fuga retirando o forro do banheiro da casa e pulando o muro de três casas vizinhas. Ao pular em um quintal o meliante fraturou a perna direita e foi capturado pela polícia militar.
Elton foi levado para a 20ª Seccional de Polícia Civil e, interrogado, confessou participação no crime afirmando que o autor dos disparos contra o empresário foi um comparsa conhecido por Caburé, ainda foragido. Caburé, no momento do assassinato, estava acompanhado de Carlos Bazuca, que pilotava a moto usada para o assalto e teria atirado porque o empresário correu para dentro do banco quando foi-lhe dado voz de assalto, informou Elton, que é foragido da justiça de Goiás por ter assassinado um rapaz após uma briga em um jogo de sinuca. em 2008.
Bazuca foi preso ontem a noite em Marabá em companhia de Ricardo Soares da Silva. Os dois estão sendo recambiados para Parauapebas para serem interrogados.
Fonte : Zedudu

Marabá: Juiz Federal do Trabalho denuncia ter sido ameaçado de morte

Jônatas dos Santos Andrade, Juiz Titular da 2ª Vara Federal do Trabalho em Marabá encaminhou na data de hoje (24) ofício à Excelentíssima Senhora Desembargadora Odete de Almeida Alves, presidente do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da Oitava Região, noticiando ameaças contra a vida de trabalhadores, de advogados e de sua própria. Todos envolvidos nos processos trabalhistas em desfavor do grupo econômico administrado por Décio José Barroso Nunes, conhecido por Delsão.
Juiz há treze anos, dois e meio destes como titular da 2ª Vara Federal do Trabalho da Comarca de Marabá, Jonatas dos Santos Andrade recorreu agora à presidente por considerar que as noticiadas ameaças de Delsão requerem uma atenção especial. Para tanto solicitou, em caráter especial, proteção individual adicional para si, como forma de não sacrificar a segurança dos que com ele caminham, na vida pessoal e profissional, sabedor que é de que não pode ignorar as constantes advertências que vem recebendo desde que está a frente da jurisdição em Marabá.
Jonatas Andrade anexou ao ofício cópia de uma Certidão emitida por Rodrigo Xavier de Mendonça, diretor de secretaria da 2ª Vara do Trabalho de Marabá narrando os fatos de que teve conhecimento. Confira abaixo:

Tal certidão foi encaminhada também à Polícia Federal em Marabá para que a mesma apure o teor das ameaças.
O medo dos magistrados por causa do exercício da profissão vem crescendo, principalmente após a execução da juíza Patrícia Acioli, morta em agosto de 2011, assassinada por policiais militares, no Rio de Janeiro ( três PM’s foram condenados em janeiro deste ano).
Casos como o da juíza  fluminense e agora do juiz de Marabá, e tantos outros Brasil a fora, mostram que a magistratura é uma profissão de risco no Brasil. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgados pelo IG no início do ano apontam que 199 juízes no Brasil sofreram algum tipo de ameaça no Brasil desde julho de 2011. Isso significa uma média de uma ameaça a cada três dias em todo o território nacional. As ameaças mais constantes são de morte e contra a família dos juízes brasileiros.
No último mês, uma reunião na sede do Tribunal de Justiça de São Paulo, que contou com a presença de presidentes de tribunais e de associações nacionais e estaduais da magistratura produziu uma nota pública onde afirmam que pelo menos 170 juízes estão sob ameaça de morte atualmente no Brasil. Para o desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), “o Poder Judiciário é fundamental para a estabilidade do Estado democrático e a ele cabe garantir que não haja violação a direitos do próprio Estado e do cidadão”.
É inconcebível que em pleno século XXI ainda se use de subterfúgios tão baixos como os denunciados pelo magistrado marabaense. Vivemos em um mundo globalizado, informatizado, eletrônico, onde os acontecimentos são noticiados segundos depois de produzidos. Foi-se o tempo que coronéis de fazendas matavam aleatoriamente seus desafetos e as mortes ficavam por isso mesmo.
É preciso que, em primeiro lugar se dê garantias aos magistrados para exercerem as funções para que são pagos, mesmo que isso desagrade os contemporâneos coronéis, bem como lhes seja garantido que poderão seguir com suas vidas sociais e familiares de forma tranquila. Depois, que a justiça apure as denúncias e, se verídicas, puna severamente seus autores.
Vindo a público anunciar as ameaças, o juiz Jonatas Andrade cumpre decisão do colegiado na referida reunião em São Paulo, quando  ficou decidido que os magistrados do país, federais, trabalhistas, militares e estaduais, seriam conclamados “a assumirem diálogo permanente com a sociedade civil e as demais instituições, para o resgate da dignidade da magistratura, um dos pilares da democracia e da própria sociedade”.
Para o desembargador Henrique Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), “o Poder Judiciário é fundamental para a estabilidade do Estado democrático e a ele cabe garantir que não haja violação a direitos do próprio Estado e do cidadão”.
É hora de ação. Não se pode permitir que ameaças sérias contra quem tenta cumprir a Lei fiquem sem a devida apuração e punição. Basta!
Fonte: Zedudu