Moro na região sul do Pará ha 30 anos, e com conhecimento de causa, sou a favor da criação de um novo estado.
Só quem mora nessa região sabe do descaso do governo do Pará no que diz respeito a saúde, educação, estradas além de outras situações que nos fazem sentir discriminados.
O comodismo de quem mora na Capital e desfruta das benesses que o Sul e Sudeste do Pará oferecem, aumenta de forma egoísta o desejo de continuar sendo contra a criação de um novo estado, que nas entrelinhas das justificativas da bandeira levantada pelo Jornal Liberal e a Associação Comercial do Estado do Pará, cita principalmente a perda financeira em que o Pará terá com a divisão, mas se esquece dos benefícios que os municípios desprezados terão com a criação do Estado do Carajás e Tapajós.
Outro dia eu vi o comentário de um blog de Belém (privado-publico), com alguns comentários defendendo a não criação de um novo estado no Brasil, alegando que as pessoas que moram e que brigam pela criação do novo estado são na verdade uns forasteiros, mortos de fome que vem aqui tirar suas riquezas. Daí eu lhe pergunto?
O Pará por acaso é um País ou um Estado?
Os forasteiros( paraenses, maranhenses, tocantinenses, mineiros, goianos, cearenses entre outros ), não são do Brasil que é de todos os brasileiros?
O trabalho que gera riquezas lapidadas que a Capital Belém usufrui através deste trampolim que são os municípios esquecidos, não são produzidos por estas mesmas mãos que vem de vários estados do Brasil?
O fato de sermos tão esquecidos a ponto dos governantes possibilitarem a nossa indignação e até realmente acharmos que não fazemos parte do Pará, já não basta para termos a nossa própria independência administrativa e financeira?
Será que merecemos realmente deixar com que estas riquezas que saem de nossa região continuem sendo tão mal divididas e sejamos obrigados a dividir ou mesmo ficar com a pobreza e o descaso?
Por isso é que insisto em dizer, que é necessário morar aqui, vivenciar os problemas para compreender o nosso apelo.
SOU A FAVOR DO ESTADO DE CARAJÁS SIM!









